Olá Morcegas!
Venho trazer pra vocês um rascunho do primeiro capítulo de Killing.com. Uma história que comecei a escrever há algum tempo, mas parei. A gênero é ação/suspense e eu nunca havia escrito algo do tipo, e ainda sem algum ser sobrenatural rçrç. Então, ainda não sei se vou terminar.
Cap. 01
– Por favor, venham logo! – Gritava para a mulher do outro lado da linha. – Ele está matando ela! – As lágrimas não cessavam, sua visão estava turva e o desespero só aumentava.
– Tenha calma menina, há uma viatura a caminho. – Disse a mulher tentando acalmá-la. – Onde você está?
– Estou trancada no banheiro com minha irmã. – Respondeu a garota agarrando sua irmã mais nova. – Por favor depressa! Minha mãe está gritando muito... – Ela soluçou e sentiu sua irmã se agarrar em seu pescoço.
– Eles estão chegando querida, só continue na linha, ok? – Pediu a mulher.
Sua respiração estava agitada, seu coração parecia querer sair por sua boca e suas pernas estavam bambas. As imagens que vira segundos atrás não sairiam mais de sua cabeça, muito menos de sua irmã. A garota olhou para a irmã. Que chorava e agarrava-se cada vez mais na mais velha.
– Ok... – Respondeu. Então ouve um silêncio – Espere... Ela... Ela parou de gritar... – Fungou, por um instante parou de respirar para tentar ouvir algo, mas falhou. – Talvez ele tenha ido embora...
– Tente ouvir querida, mas não saia do banheiro. – Disse a mulher.
A garota deixou a banheira onde estava encolhida com sua irmã e aproximou-se da porta lentamente. Colocou o ouvido na porta tentando ouvir o que se passava no outro lado, não ouvira nada. Quando desistira de esperar e sua mão já se esticava para a maçaneta, ouve um baque contra a porta a fazendo gritar e cair para trás.
– Paige! Abra a porta agora! – Gritou o homem enquanto socava a porta. Ele gargalhou alto. – Eu vou acabar com você, vadia!
A garota rastejou para trás e gritou novamente quando a porta fora arrombada. O homem parou por um instante e a encarou no chão. Sorriu malicioso e passou suas mãos ensanguentadas no pelo rosto como se estivesse em dúvida em como matá-la.
– Por favor, tio... – Resmungou a garota.
– Não me chame assim! – Grunhiu o homem antes de avançar na garota. Aquele não era mais seu tio.
…
Paige socava o boneco cheio de ar em sua frente com raiva. Era sempre o mesmo, e quando treinava com alguém, era ainda pior. Sua mente gostava de lhe pregar peças, puxava o passado e toda sua raiva se libertava. Se torturava com a ideia de que, se tivesse a força que tinha hoje, poderia ter salvado sua mãe, mas como todos diziam, ela não tinha como adivinhar o que aconteceria naquela noite. Então essa era sua terapia por anos, socar, quebrar e atirar nas coisas.
– Acho que Bobby vai perder a cabeça, se você continuar o chutando assim. – Isaac para a alguns passos de sua parceira.
– Sorte a dele que não vai sentir nada. – Retrucou com mais uma série de socos no rosto do boneco.
Respirou fundo e se afastou do boneco tirando as ataduras que protegiam suas mãos. Ela limpou o suor que escorria de seu rosto e bufou.
– Sabe que temos psicólogos pra te ajudar com essa raiva toda, não? – Isaac cruzou os braços e encarou a mulher.
Era quatro anos mais velho que ela e eram parceiros a quatro anos também. Isaac sempre se importou com Paige, desde o início, quando soube sobre o passado da mulher. Protegiam um ao outro, seja em uma missão, ou de si mesmos. Isaac não perdia a oportunidade de indicar um psicólogo para a garota sempre que a via naquele estado, era estranho, embora Paige fosse uma boa pessoa. Quando deixava a raiva e o ódio tomar conta de sua mente, seu corpo fazia coisas loucas, seus olhos escureciam e ela até falava palavrões.
– O chefe nos colocou em um caso. – Comentou vendo que a mulher ignorou sua pergunta. – Um assassinato que aconteceu há uma hora.
– Vou trocar de roupa. – Apressou-se em dizer.
Paige correu para os armários, entrou no chuveiro mas não ficou para relaxar. Após enxugar-se, colocou sua calça social, regata branca e sua jaqueta. Calçou sua bota preta e pregou o distintivo no lado esquerdo do quadril e sua arma no lado direito. Respirou fundo e caminhou para fora do lugar.
Tinha certeza de que seu parceiro já lhe esperava no carro, então não demorou até encontrá-lo. Entrou no carro, colocou o cinto de segurança e prendeu o cabelo em um rabo de cavalo.
– Sabe de alguma coisa sobre o caso? – Perguntou Paige.
– Só que não é o primeiro assassinato nessa semana. – Respondeu o homem.
– E porque nos passaram o caso só agora? – Grunhiu.
– Ele não quis encher a sua cabeça... – Resmungou seu parceiro.
– Eu... – Paige passou a mão pelo rosto. – Eu não estava com a cabeça cheia...
– Você espancou um cara...
– Um criminoso. – Cortou a mulher.
– Não muda o fato de que você espancou o cara. – Isaac a encarou brevemente. – Não precisamos fazer isso.
– Isaac, eu preciso disso. – Suspirou. – O trabalho me mantém sã.
– Ok...
Isaac estacionou em frente a um hotel, o estacionamento já estava quase lotado de viaturas e carros da imprensa.
E... Acabou! :(

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